Uma plataforma rentável de e-commerce passa pela economia e busca pela eficiência em todas as etapas. Uma dessas etapas, considerada por alguns a mais importante e com maior impacto em relação ao consumidor, é a estocagem.

Atualmente existem diversos formas de estocagem e envio de mercadorias para e-commerce, cada uma com seus pontos fortes e fracos. Falaremos neste post sobre a importância da escolha correta de estocagem e introduziremos o cross docking, um dos modos mais utilizados hoje em dia. Confira.

Importância e alternativas de estoque no e-commerce

O estoque faz parte principalmente do processo de recebimento e entrega de produtos. Dentre as características de um bom estoque, destacam-se:

  • Potencialização do uso do espaço físico;
  • Facilitação do processo de retirada e envio da mercadoria;
  • Controle sobre o que está ou não disponível para venda.

Geralmente o controle sobre o estoque é realizado de forma manual (com exceção de grandes e-commerces), mas isso raramente é recomendado. Busca-se a automatização em todas as etapas que envolvam recebimento e entrega de produtos, e, quando isso não é possível, a automatização do controle do estoque via software (na nuvem ou mesmo on-premise) já é de grande ajuda. Sobre eficiência de estoque, deve-se ficar atento à demanda dos produtos frente a uma ferramenta estatística (curva ABC, por exemplo).

Como opções de estoque para e-commerce temos o compartilhado (entre lojas físicas e virtuais), dedicado (espaço físico totalmente dedicado ao e-commerce) e o cross docking, que falaremos em detalhes.

Método de estocagem cross docking

Neste sistema, não ocorre armazenamento prévio dos produtos. Aqui, está presente a filosofia “just in time”. Nele, as compras dos produtos a serem despachados são realizadas no momento em que o cliente efetua uma compra. Pode ser encarado como um sistema de redistribuição de mercadorias sem que haja a necessidade de estocagem, incluindo os trâmites operacionais e financeiros que estão presentes no processo convencional.

Dessa forma, o cross docking acaba por não exigir um espaço físico muito grande da parte do lojista, tampouco um sistema de back office (recebimento e entrega) robusto. Isso gera, entre outras economias, a redução da equipe de logística, e é ideal para pequenas empresas. No entanto, este método exige a utilização de um ERP para controle do fluxo de informações e entrega, que tende a ser alto dado o grande número de fornecedores e logística envolvida.

Há ainda outras possibilidades, como a utilização de um sistema híbrido, que mescla estoque dedicado com cross docking. Nesse método, os itens com giro mais rápido ou de baixo valor agregado ficam no estoque dedicado enquanto que os produtos mais caros ou de baixo giro fazem parte do cross docking.

Dificuldades na utilização do cross docking

Como consequência dessas vantagens, o gestor do e-commerce fica mais vulnerável ao fornecedor, repassando essa insegurança ao consumidor na forma de prazos de entregas maiores. Logo, o gestor do e-commerce deve contar com fornecedores pontuais e determinados a cumprirem prazos, já que a ponta fraca de possíveis falhas será a loja de e-commerce e a satisfação do cliente.

Apesar disso, a adoção do cross docking em detrimento aos demais métodos, principalmente por pequenos e-commerces (ou grandes, mas que estejam em processo de estabilização no mercado), pode fazer muita diferença no balanço final. Como gestor, considere esta possibilidade.

Ficou com alguma dúvida sobre o funcionamento do cross docking? Deixe um comentário e continue acessando nosso blog para saber mais sobre soluções para e-commerce.

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