O mercado de produtos usados e seminovos vem ganhando espaço no comércio eletrônico. Celulares, notebooks, videogames, livros, roupas, peças automotivas e diversos outros itens podem encontrar novos compradores mesmo depois de já terem sido utilizados.
Para empresas que trabalham com esse tipo de produto, os marketplaces representam uma oportunidade para ampliar o alcance dos anúncios e chegar a diferentes públicos. Mas existe uma dúvida antes de começar: quais marketplaces aceitam produtos seminovos?
A resposta depende do canal, da categoria e das condições exigidas para cada produto. Alguns marketplaces possuem programas específicos para itens usados ou recondicionados, enquanto outros contam com anúncios de produtos seminovos em determinadas categorias.
Neste artigo, você vai conhecer alguns dos principais canais e entender o que considerar antes de vender produtos seminovos pela internet.
O que são produtos seminovos?
Produtos seminovos são itens que já foram utilizados, mas continuam em condições adequadas para serem comercializados novamente.
A classificação pode variar de acordo com o marketplace. Um canal pode utilizar o termo “usado”, enquanto outro pode trabalhar com “seminovo” ou “recondicionado”.
Por isso, mais importante do que escolher uma nomenclatura é informar corretamente a condição do produto, incluindo possíveis marcas de uso, defeitos, acessórios disponíveis e outras características relevantes para a compra.
Em algumas plataformas, produtos recondicionados também precisam passar por processos específicos de inspeção, testes ou reparos antes de serem anunciados.
Quais marketplaces aceitam produtos seminovos?
Existem diferentes canais onde produtos usados, seminovos ou recondicionados podem ser encontrados. Porém, as regras não são iguais para todos eles. Confira alguns dos principais:
1. Amazon
A Amazon possui um programa específico para a comercialização de produtos usados de alta qualidade: o Amazon Seminovos.
O programa permite que vendedores qualificados ofereçam produtos que passaram por processos de inspeção, testes, limpeza e, quando necessário, reparos. Entre os exemplos de categorias elegíveis estão
- celulares,
- câmeras,
- fones de ouvido,
- eletrodomésticos,
- ferramentas elétricas,
- computadores,
- tablets,
- televisores
- consoles de videogame.
A participação não é automática. O vendedor precisa atender aos requisitos do programa e passar por um processo de inscrição e aprovação. A Amazon também exige documentação e comprovação da origem do estoque, entre outros critérios.
Para quem trabalha com eletrônicos seminovos, portanto, a Amazon pode representar um canal relevante, mas é fundamental conhecer as políticas específicas do programa antes de cadastrar os produtos.
2. Mercado Livre
O Mercado Livre também possui anúncios de produtos classificados como usados em diferentes categorias. Na plataforma, é possível encontrar desde livros e eletrônicos até peças automotivas, equipamentos e outros produtos comercializados nessa condição.
Os próprios anúncios informam quando o produto é usado e podem detalhar possíveis marcas de utilização, ausência de acessórios ou outras características.
Isso torna o Mercado Livre uma opção para operações que trabalham com diferentes tipos de produtos usados. Ainda assim, o vendedor deve verificar as regras aplicáveis à categoria e descrever o produto de maneira clara para que o consumidor saiba exatamente o que está comprando.
3. Shopee
A Shopee também possui ofertas de produtos usados e seminovos. Na plataforma, é possível encontrar anúncios de notebooks, roupas, livros, mangás, eletrônicos e outros produtos comercializados como usados ou seminovos.
A presença desses anúncios mostra que existe espaço para produtos de segunda mão dentro do canal. Porém, assim como nos demais marketplaces, é importante conferir as regras da plataforma e da categoria antes de estruturar a operação.
4. Trocafone
A Trocafone tem uma atuação bastante específica dentro do mercado de produtos seminovos. A empresa é especializada na compra e venda de smartphones seminovos e também comercializa tablets e smartwatches.
Segundo a própria Trocafone, os aparelhos passam por revisão e testes antes de serem colocados à venda, e os produtos comercializados pela empresa possuem garantia e nota fiscal.
Além da operação própria, a empresa também possui um marketplace, no qual há produtos vendidos e entregues pela Trocafone e por vendedores parceiros. Entre os produtos encontrados nesse marketplace estão notebooks, computadores, acessórios de informática, carregadores, capinhas, fones de ouvido e películas.
Por isso, a Trocafone merece atenção de empresas que atuam no segmento de eletrônicos, mas é importante diferenciar seu modelo da lógica de um marketplace aberto para qualquer categoria de produto.
5. Wish
A Wish também trabalha com produtos recondicionados, especialmente na categoria de eletrônicos. A plataforma possui orientações específicas para vendedores de eletrônicos recondicionados, incluindo categorias como smartphones, tablets, notebooks, computadores, consoles, câmeras, fones de ouvido, smartwatches e equipamentos de áudio e vídeo.
A Wish diferencia produtos recondicionados de itens simplesmente usados. De acordo com a plataforma, um produto recondicionado é aquele que já foi usado ou teve a embalagem aberta e passou por avaliação, testes e, quando necessário, substituição de componentes.
6. Trocamotor
Para quem trabalha com produtos relacionados ao setor automotivo, o Trocamotor apresenta uma proposta mais segmentada.
A plataforma se define como um marketplace que reúne fabricantes, marcas e empresas especializadas em veículos, produtos e serviços relacionados a motores e itens sob rodas, conectando compradores e vendedores por meio de anúncios e pedidos. Entre as possibilidades oferecidas pelo canal está a venda de produtos novos e usados.
Isso pode tornar o Trocamotor especialmente interessante para empresas que trabalham com peças, componentes, equipamentos e outros produtos relacionados a veículos e motores.
Quais produtos seminovos podem ser vendidos em marketplaces?
Quais produtos seminovos podem ser vendidos em marketplaces? A resposta depende do canal, mas alguns segmentos possuem presença recorrente no mercado de segunda mão.
Eletrônicos
Celulares, notebooks, tablets, câmeras, consoles, fones de ouvido e outros eletrônicos estão entre os produtos que podem ser encontrados em canais que trabalham com usados ou recondicionados.
A Amazon, por exemplo, possui categorias específicas dentro do programa Amazon Seminovos.
Games
Videogames, controles, jogos e acessórios também podem ser comercializados usados ou seminovos, desde que estejam de acordo com as regras do canal escolhido.
Moda
Roupas, calçados, bolsas e acessórios são categorias bastante associadas ao comércio de segunda mão, especialmente em plataformas com foco nesse tipo de consumo.
Livros e colecionáveis
Livros, mangás, quadrinhos, DVDs e itens de coleção também podem ser vendidos como usados. Na Shopee, por exemplo, existem atualmente anúncios de livros e mangás usados e seminovos.
Peças e produtos automotivos
Peças usadas, componentes e outros produtos relacionados a veículos também podem encontrar espaço em marketplaces especializados. O Trocamotor, por exemplo, trabalha especificamente com veículos, motores e produtos relacionados.
O que considerar antes de vender produtos seminovos?
Encontrar um marketplace que aceite produtos usados é apenas o primeiro passo. Para estruturar uma operação eficiente, existem outros pontos que precisam ser considerados.
Informe corretamente a condição do produto
Um produto usado não deve ser apresentado como novo. Informe claramente o estado de conservação, possíveis riscos ou marcas de uso, funcionamento, acessórios incluídos e qualquer outro detalhe que possa influenciar a decisão de compra.
Além de melhorar a experiência do consumidor, uma descrição precisa ajuda a reduzir dúvidas e problemas no pós-venda.
Confira as regras de cada marketplace
O fato de um marketplace aceitar produtos usados não significa que todas as categorias e condições de produto sejam permitidas.
A Amazon, por exemplo, possui critérios próprios para o programa Seminovos, incluindo requisitos de qualidade, documentação e aprovação. Por isso, antes de cadastrar o estoque, consulte as políticas do canal escolhido.
Tenha controle sobre o estoque
Esse cuidado é ainda mais importante para quem trabalha com produtos seminovos. Diferentemente de uma operação com grandes volumes do mesmo SKU, o estoque de usados pode ter poucas unidades ou até mesmo uma única unidade de determinado produto. Um celular específico, uma peça automotiva ou um notebook usado pode ser vendido rapidamente.
Se a disponibilidade não for atualizada nos diferentes canais, o seller pode acabar vendendo um produto que já não está disponível.
Mantenha preços atualizados
Além do estoque, o preço também pode variar de acordo com o estado de conservação, demanda e disponibilidade de cada produto.
Quando uma empresa vende em vários marketplaces, administrar essas informações manualmente pode aumentar o trabalho operacional.
Como vender produtos seminovos em vários marketplaces?
Expandir para mais marketplaces pode aumentar o alcance dos produtos, mas também traz um desafio: como administrar diferentes canais sem transformar a operação em uma série de processos manuais?
É nesse ponto que uma plataforma de integração pode fazer diferença. Em vez de acessar cada marketplace separadamente para acompanhar a operação, o seller pode centralizar informações e conectar diferentes canais ao seu ecossistema de e-commerce.
Com a Plugg.To, empresas podem integrar sua operação a marketplaces e centralizar processos como catálogo, estoque e pedidos, facilitando a gestão de uma operação multicanal.
Para quem trabalha com produtos seminovos, esse controle é especialmente importante: quando o estoque é limitado, manter as informações atualizadas em cada canal ajuda a evitar vendas de produtos indisponíveis e torna a operação mais organizada.
Venda em mais marketplaces com a Plugg.To
Produtos seminovos já fazem parte da realidade de diferentes marketplaces, desde grandes canais generalistas até plataformas especializadas em determinados segmentos.
Para o seller, o desafio não está apenas em encontrar novos canais para vender, mas também em conseguir administrar essa operação de forma eficiente à medida que ela cresce.
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